Artigo da semana: a ciência do “bullshit”

O artigo de hoje é “On the reception and detection of pseudo-profound bullshit”. Abaixo o resumo dos autores:

Although bullshit is common in everyday life and has attracted attention from philosophers, its reception (critical or ingenuous) has not, to our knowledge, been subject to empirical investigation. Here we focus on pseudo-profound bullshit, which consists of seemingly impressive assertions that are presented as true and meaningful but are actually vacuous. We presented participants with bullshit statements consisting of buzzwords randomly organized into statements with syntactic structure but no discernible meaning (e.g., “Wholeness quiets infinite phenomena”). Across multiple studies, the propensity to judge bullshit statements as profound was associated with a variety of conceptually relevant variables (e.g., intuitive cognitive style, supernatural belief). Parallel associations were less evident among profundity judgments for more conventionally profound (e.g., “A wet person does not fear the rain”) or mundane (e.g., “Newborn babies require constant attention”) statements. These results support the idea that some people are more receptive to this type of bullshit and that detecting it is not merely a matter of indiscriminate skepticism but rather a discernment of deceptive vagueness in otherwise impressive sounding claims. Our results also suggest that a bias toward accepting statements as true may be an important component of pseudo-profound bullshit receptivity.

 

Basicamente, eles apresentam a vários grupos de pessoas frases e as pedem para avaliar a profundividade delas. Uma das partes mais interessantes do estudo é como eles medem a receptividade ao bullshit. Foram utilizadas frases criadas a partir de recombinações aleatórias das palavas do tweeter do Deepak Chopra e do New-Age Bullshit Generator. Os sites são um achado por si só e valem a visita. Vejam frases “profundas” que acabei de gerar:

  • Chopra: “Hidden meaning exists as precious positivity”
  • New-Age: “This life is nothing short of an evolving vision of enlightened choice. The goal of four-dimensional superstructures is to plant the seeds of guidance rather than dogma.”

Os participantes avaliam um conjunto de frases como essas. Se declaram que elas são profundas, são consideradas receptivas a bullshit. A partir das respostas mais vários testes para conhecer características pessoais, os autores relacionam as variáveis estudadas em diferentes contextos. Os resultados indicam que as seguintes características são comuns às pessoas mais receptivas a bullshit:

  • Estilo de raciocínio mais intuitivo
  • Dificuldade de reconhecimento de falácias
  •  Menos inteligência verbal
  • Confusão ontológica, isto é, acreditar que coisas metaforicamente verdadeiras são literalmente verdadeiras
  • Mais crenças religiosas
  • Crença em paranormalidade
  • Crença em medicina alternativa
  • Crença em conspirações

 

Reconheceu alguns lunáticos queridos? Eu também.

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