Seleção, incentivos e o caso do impeachment

Defensores do governo defendem que tirar a Dilma não ajuda a combater a corrupção, pois Temer seria tão ou mais corrupto do que ela.

Defensores do impeachment pretendem punir a presidenta pois acreditam que a expectativa de punição deve dissuadir futuros presidentes de cometer ilegalidades semelhantes (na teoria o impeachment não é por corrupção).

No mar de argumentos idiotas dos dois lados, acho que esses dois se relacionam bem com a a teoria econômica. De um lado, os anti-impeachment argumentam como se o problema do país fosse essencialmente de seleção e pudesse ser resolvido através da escolha de políticos honestos. Os pró-impeachment focam em incentivos, o projeto não seria substituir os políticos por anjos mas fazê-los crer que não vale a pena para eles violar a lei.

Eu prefiro a visão de incentivos. Mas para que ela faça sentido, não podemos parar na Dilma. Felizmente, acho que pegaremos outros. Já prendemos alguns dos principais empresários do país que estavam envolvidos na lava-jato. O Eduardo Cunha também não deve durar muito. O incentivo a ser corrupto parece estar diminuindo a olhos vistos. Bom para o Brasil!

Atualização: O STF suspendeu o Cunha.  Vamos comemorar!

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